<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207</id><updated>2012-02-16T07:08:59.130-08:00</updated><title type='text'>Desabafo de um interiorano</title><subtitle type='html'>Relatos de fatos memoráveis.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-8737851559358432329</id><published>2010-11-01T07:44:00.000-07:00</published><updated>2011-02-15T17:57:13.301-08:00</updated><title type='text'>Medo de mudar</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 0.7cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na véspera da Marcha à Brasília estávamos lá. Sentados, impacientes, nos entreolhando e temerosos que um maléfico plano arbitrário fosse inserido sem o mínimo de consulta. De fato isso aconteceria alguns meses depois e nada poderíamos fazer. De qualquer jeito, aquele dia ele não o foi. Um pouco mais de trezentos e cinquenta estudantes possuíam um objetivo em comum: barrar a qualquer preço aquele projeto insano que sucatearia as universidades a longo prazo. Das cadeiras, o público inquieto se remexia e engolia a insatisfação diante dos absurdos que eram proferidos pelos agentes do capital. O ministro do cinismo, em sua soberba, apenas nos observava cético, provavelmente, refletindo quanto a possibilidade de se livrar daquilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 0.7cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O período era frutífero para revolucionários: ocupações em todo país, expulsão de estudantes que lutavam por assistência estudantil no campus... Tudo isso num cenário de reformas universitárias comandadas pelo capital,  crescente criminalização dos movimentos sociais, além da proposta de votação de uma Lei antigreve pelo representante mor do lado de lá. O ataque era desumano e recrudescedor por parte deles. Por outro lado, lá estávamos nós. Nus em armas, mas preparados intelectualmente. Solidários. Esperançosos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 0.7cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; Percebemos que vencemos, quando, diante da anunciada derrota, o inimigo, envergonhado, se retirou.  Apenas o observamos incrédulos desmerecer a um conselho e ultrapassar a porta com passos ligeiros. Não nos restou alternativa. Reforçaríamos a ocupação daquele espaço. E lá ficamos durante dois dias. Temerosos da repressão, nos conhecendo, vislumbrando o futuro... Mas se foi. As pessoas mudam, ideologias mudam, medos mudam... Meus amigos cresceram e eu não. E quem disse que eu quero? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-8737851559358432329?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/8737851559358432329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/11/medo-de-mudar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8737851559358432329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8737851559358432329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/11/medo-de-mudar.html' title='Medo de mudar'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-3758855118421940259</id><published>2010-06-21T22:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T23:12:23.196-07:00</updated><title type='text'>Uma canção para o dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/TCBPVJ-Q3NI/AAAAAAAAAOc/2kYPiyf4pk4/s1600/7895musica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/TCBPVJ-Q3NI/AAAAAAAAAOc/2kYPiyf4pk4/s200/7895musica.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485471571010182354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;text-indent:19.85pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;No meu previsível cotidiano busco incessantemente trilhas sonoras para visualizar poesias nos meus tristes dias. A abertura nos últimos meses se deu com “Vai trabalhar, vagabundo”. Música que inicia o dia e é tocada de três a quatro vezes até eu me dar conta que Chico Buarque é mal-educado e não respeita o sono &lt;/span&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;alheio. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Acordo e me arrumo, enquanto meus amigos antenados de &lt;/span&gt;república escutam algo da moda impossibilitando qualquer escolha mais refinada. Parto pra universidade com os fones no ouvido esperançoso que alguma rádio toque algo agradável e o ambiente me apraze esteticamente no decorrer do caminho. Escuto notícias... Mais do mesmo. Opiniões reacionárias e peruas passeando na rua com seus poodles. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mudo a estação: música clássica e operários almoçando na padaria da esquina. Os operários erguem suas colheres de feijão, enquanto uma sinfonia lenta – que desconheço – é tocada. Apesar da combinação curiosa sigo em minha procura pelas ondas radiais. Um pagode conhecido é alongado na voz de algum grupo com o nome engraçado. Surge um casal de namorados vestidos em seus uniformes de colégio público trocando carícias e gírias contemporâneas. Escuto o pagode por mais alguns segundos e novamente troco a estação. Finalmente uma canção que me sensibiliza. Algum samba já escutado de agradável melodia. Porém carros buzinam e pessoas gritam. O desencanto do momento é notório. Restam alguns metros e não consigo harmonizar uma paisagem cotidiana com uma canção. Desisto de arriscar e ponho na minha playlist. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O destino não colaborou e cabe a mim força-lo. Infelizmente é tarde. Escuto o meu nome. Foi-se qualquer possibilidade de poetisar o dia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;text-indent:19.85pt;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-3758855118421940259?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/3758855118421940259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/06/uma-cancao-para-o-dia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/3758855118421940259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/3758855118421940259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/06/uma-cancao-para-o-dia.html' title='Uma canção para o dia'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/TCBPVJ-Q3NI/AAAAAAAAAOc/2kYPiyf4pk4/s72-c/7895musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-8889177611745787230</id><published>2010-02-21T10:31:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T11:32:20.311-08:00</updated><title type='text'>(Des)universitários</title><content type='html'>&lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;No bojo das profissões neoliberais surgidas no Brasil do início da década&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; de 90 com os governos&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GIPpNV2AI/AAAAAAAAAIw/B_w1UO7t5I4/s1600-h/capitalismo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 177px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GIPpNV2AI/AAAAAAAAAIw/B_w1UO7t5I4/s200/capitalismo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440779627181496322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; Collor e FHC, as empresas de telemarketing vão se destacar &lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;justamente por atender a demanda da juventude universitária ansiosa de um emprego remunerado para suprir as e&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;xigências de gastos que garanta a sobrevivência no meio acadêmico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;A Terceira Revolução Indu&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;strial que surge timidamente na década de 70 vai se destacar pela inclusão da informática, robótica e outros f&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;atores, além do fenômeno da globalização - ou “globalitarismo” – que vai permitir a&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; inserção de empresas multinacionais e posteriormente transnacionais agindo em&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; países periféricos. Todos esses fatores vão desembocar num descarte da mão-de-obra humana que no início da nossa década se agrava provocando um c&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;onsiderável aumento no nível de desemprego não só nos países de capitalismo tardio, mas também nos países de capitalismo&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; avançado. Esses últimos recorrendo a estratégias retrógradas como a mais-valia absoluta &lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;sobre a juventude e imigrantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;No Brasil – país de capitalismo tardio – diante da frágil Constituição e de todo um aparato repressor ao trabalhador&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;, vai ocorrer uma orientação para a informalidade e terceirização dos serviços. Tendo como seu alicerce o consumismo&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;, o atual capitalismo vem justamente enxugar as suas necessidades em empresas onde o objetivo é a venda do supérfluo. É nesse contexto de redução de custos e aumento de vendas que são contratadas as empresas de Call Center. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Incumbidas de concretizarem metas para suas contratantes, as empresas de Call Center vão subordinar os trabalhadores a situações desumanas acarretando em problemas psicossomáticos, “alexitímicos”, além de um processo de insensibilização. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tendo como maioria jovem universitários, as empresas de Call Center assumem um discurso de “qualidade total” onde há a exigência de novas “qualidades pessoais” por parte dos trabalhadores. As exigências serão orientadas pelo setor de recursos humanos que apontam estratégias que visem o lucro, porém com uma nova roupagem que busca a integração dos trabalhadores com o intuito de atender as expectativas das metas. A ressignificação de alguns termos é a principal ferramenta dessas empresas. O “espírito de equipe” ou o “vestir a camisa da empresa” são valorizados, já que a troca de favores entre o “time” permitirá que as metas sejam alcançadas. Na verdade essa característica apenas mascara a substituição do antigo capataz que controlava as tarefas dos empregados e a intensificação do trabalho, dando a falsa impressão de que não há hierarquia e que todos são companheiros, onde cada um colabora para a vitória final daquele “time”. A comunicação com o patrão permite que se despreze a dicotomia classista patrão-empregado evitando que haja reivindicações trabalhistas. A iniciativa também é muito valorizada e recompensada, pois impede que se comprometa a produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;Diante da recusa de parte majoritária de organizações sindicais da década de 70 em levantar q&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GIb-XRm2I/AAAAAAAAAI4/hOJ3SX2ILv8/s1600-h/sindicatos.jpg"&gt;&lt;img dragover="true" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GIb-XRm2I/AAAAAAAAAI4/hOJ3SX2ILv8/s200/sindicatos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440779839018736482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;uestões relativas à subjetividade dos trabalhadores temerosos de que a superestimação desse fator poderia desviar para um “egocentrismo pequeno-burguês” - já que a esquerda ainda via a psicanálise como uma ideologia reacionária – irá permitir que na década de 80 fique a cargo dos patrões. A criação do conceito de “recursos humanos” introduz métodos de favorecimento ao crescimento lucrativo empresarial.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O setor de relações humanas surge como um motivador do trabalhador para que esse despreze seus problemas, que na maioria das vezes são resultados da própria empresa. Além de um ambiente totalmente precário - como vários colegas já me confirmaram - a exigência para atender as metas, provoca nos trabalhadores diversas deformações não só psicológicas, mas também orgânicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;O ambiente da referida empresa é composto por uma cadeira - que muitas vezes está quebrada - e ar condicionado com freqüência insuportável, onde o funcionário tem que ficar sentado às vezes até cinco horas em frente a uma tela de computador atendendo telefonemas - que são gravados e constantemente avaliados pelo superior - sem poder ir ao menos ao banheiro. Além de diversas doenças orgânicas como: infecção urinária, tendinite, problemas de visão e audição, gastrite - o curto intervalo de tempo para o lanche leva o operário a uma mastigação pouco efetiva do alimento - há uma gama de problemas psicológicos enfrentados pelos trabalhadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;A perversidade imposta por essas empresas em busca das metas faz com que esses universitários - como se não bastassem os compromissos acadêmicos – ocultem a crueldade temerosos de serem demitidos, resultando numa incapacidade de expressar verbalmente problemas sociais, mesmo que a fisiologia aparente. A cultura do contentamento propagada pelas empresas faz com que manifestações como: ódio, tristeza ou aborrecimento seja vista como desviantes. A invisibilização&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GJtq5IVxI/AAAAAAAAAJI/KRSh0yY8L94/s1600-h/OAAAAKFlA381WzaeOQN5sMHByPNqIZhS2lRydBe1xgYAoFFVU2ITBQwvdObO2Wwe7pEz6yJisFvL0rmaqEvcFyi13L8Am1T1UH5dQp2v8S8UaLH0HzAaGsqtIVrn.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GJtq5IVxI/AAAAAAAAAJI/KRSh0yY8L94/s200/OAAAAKFlA381WzaeOQN5sMHByPNqIZhS2lRydBe1xgYAoFFVU2ITBQwvdObO2Wwe7pEz6yJisFvL0rmaqEvcFyi13L8Am1T1UH5dQp2v8S8UaLH0HzAaGsqtIVrn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440781242541299474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt; do sofrimento é a diretriz básica. Essa síndrome da insensibilidade, segundo estudos psicossomáticos recebe a nomenclatura de alexitimia que é a incapacidade de expressar ou distinguir os sentimentos. Na maioria das vezes os companheiros de trabalho ansiosos em alcançar metas, sequer se preocupam com aquele que está na mesma classe. Os que procuram ajuda dos médicos (que são do próprio plano dado pela empresa) são simplesmente desprezados a pedido dos patrões. É conhecidos casos de universitários que entraram em depressão tendo que abandonar os estudos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;O que era pra ser um espaço de debate político, cultural, acadêmico, esportivo com aquisição de novos amigos, acaba se tornando um obstáculo a ser superado diante da crueldade do capitalismo neoliberal. Inúmeros&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; jovens universitários são obrigados a se submeter à exploração cruel para conseguir sobreviver numa Universidade. A vivacidade e o estímulo dão lugar ao marasmo e a tristeza. Cabe a nós, estudantes, exigirmos juntos ferramentas daqueles que as detêm, para que assim nos seja dado o que é de direito para que, assim se possa ter a liberdade de chorar ou sorrir e quem sabe, até de se humanizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: normal;"&gt;TEXTO ESCRITO EM JULHO DE 2008&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-8889177611745787230?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/8889177611745787230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/02/desuniversitarios.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8889177611745787230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8889177611745787230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/02/desuniversitarios.html' title='(Des)universitários'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/S4GIPpNV2AI/AAAAAAAAAIw/B_w1UO7t5I4/s72-c/capitalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-4650932415853459260</id><published>2010-02-18T13:41:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T13:50:23.588-08:00</updated><title type='text'>Verdade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Muito tempo depois foi que eu descobri&lt;br /&gt;Que o mundo para mim nunca foi nada bom&lt;br /&gt;Eu vivo sofrendo desde que nasci&lt;br /&gt;A somar desenganos e desilusões&lt;br /&gt;Os amores que arranjo morrem prematuros&lt;br /&gt;É uma luta tremenda para sobreviver&lt;br /&gt;Eu não tenho passado, presente ou futuro&lt;br /&gt;Mesmo assim lhe asseguro que quero viver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;(Nelson Sargento)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;Sempre me perguntei com total ceticismo o porquê de se remoer com problemas facilmente contornáveis e alimentar angústias ao invés de buscar outras atividades. Muitas estratégias são utilizadas pra desprezar tais obstáculos, algumas dão certo outras atenuam. A priori pode parecer algo ínfimo, mas q&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;uando penso a quantidade de amigos meus que buscam em terapeutas as soluções de seus problemas fico mais assustado com a contemporaneidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;Só sofri dessa auto-retaliação (alguns preferem dizer reflexão do seu eu) quando mais jovem. Tinha meus 15, 16 anos e diante de uma desilusão amorosa foi obrigado a repensar como agir em dada situação que naquele momento era nova. Busquei, através de poesias e dias inertes no espaço, esquecer qualquer resquício de sinceridade que ainda existia. Duraram &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_myuBue6-Bh8/SUXFxfHJlgI/AAAAAAAAALk/Cj66F_I6x1s/s400/teatro.jpg"&gt;&lt;img dragover="true" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 247px; height: 237px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_myuBue6-Bh8/SUXFxfHJlgI/AAAAAAAAALk/Cj66F_I6x1s/s400/teatro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt;alguns anos, mas enfim se foram pequenos detalhes de franqueza e imaturidade. Até ontem imaginei ter profundo conhecimento da minha pessoa a ponto&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style=""&gt; de lidar friamente em qualquer situação. Como um roteiro sistematicamente trabalhado aprendi a usar nas mais diferentes situações expressões e palavras que requeressem dado contexto e assim amenizassem situações de descomprometimento &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com amigos, ficantes, familiares, dentre outros seres humanos. Virei um refém das minhas próprias mentiras. Tudo era dito apenas com o intuito de reconhecer sorrisos, olhares e a satisfação de pessoas opostas, sendo que, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não havia o mínimo de sensibilidade ali. No decorrer de dias tudo se naturaliza e não temos mais noção do que nos transformarmos. Só me dei conta ontem. Era pra ser mais um encontro, mas, infelizmente não foi. Diante da verdade as mentiras não saíam. Diante do belo e do puro, as mentiras se travaram. Quando reconheci tal característica já era tarde. Espero que seja algo passageiro e que não comprometa minhas próximas atuações. Não quero ser verdadeiro como meus amigos que buscam em terapias ou em alguém suas lamúrias e sinceridade. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 19.85pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sociedades e ideologias são muito mais além do que conflitos internos. Para esses sim é necessário ser verdadeiro e em tal ponto eu sou. Espero não sofrer novas surpresas, afinal o todo é mais necessitado de ajuda do que eu de mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-4650932415853459260?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/4650932415853459260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/02/verdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4650932415853459260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4650932415853459260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2010/02/verdade.html' title='Verdade'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_myuBue6-Bh8/SUXFxfHJlgI/AAAAAAAAALk/Cj66F_I6x1s/s72-c/teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-4822315512338255497</id><published>2009-08-30T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T18:33:39.232-07:00</updated><title type='text'>Aos amigos da década de 80 e início da 90</title><content type='html'>&lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Quem teve a oportunidade de assistir &lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na sua infância seriados japoneses como Jaspion, Jiraya,&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Changeman ou Cybercops sabe do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://igti.files.wordpress.com/2007/12/jaspion.jpg"&gt;&lt;img dragover="true" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 206px; height: 167px;" src="http://igti.files.wordpress.com/2007/12/jaspion.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;que estou falando&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; quando estou me referindo à disputa. Não uma disputa competitiva visando mostrar-se melhor que o outro,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; mas sim destruir o mal em detrimento do bem. O Mal que tem como norte tomar o planeta e explorá-lo independente dos resultados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; Com uma postura agressiva os vilões representados por monstros comandados por um chefe [terrivelmente maligno] atacavam civis inocentes e&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; destruíam cidades com a proposta de um governo ditatorial. A temática desses seriados girava em torno de um mundo melhor para todos em resposta a um possível mal. Nós que tivemos a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; oportunidade de assistir a essas séries tivemos o ensejo de refletir quanto a essa perspectiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p dragover="true" class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Ao se analisar o público infantil de gerações posteriores percebemos certa mudança no&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt; que se refere aos programas infantis. Vou me ater à análise do desenho animado “Pokémon”. Criado em 1997 ele conta a história de Ash.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://goatmilk.files.wordpress.com/2008/05/pokemon-0001.jpg"&gt;&lt;img dragover="true" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 236px; height: 176px;" src="http://goatmilk.files.wordpress.com/2008/05/pokemon-0001.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span dragover="true" style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt; Um jovem de 10 anos que busca, através de um monstrinho chamado Pikachu, competir em um importante torneio de outros pokémons&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4227722639610321207#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;. O tal desenho já insere os jovens desse fim de século na perspectiva neoliberal da competição e do valorizado, agora, empreendimento. O protagonista diferente das séries abordadas anteriormente busca se consagrar como o principal treinador de pokémom do mundo! Ash não tem como objetivo o bem-estar da humanidade ou algo do tipo, mas sim em ter seu nome ecoado como um profissional bem sucedido. Os antagonistas do desenho são as outras equipes que em diferentes proporções buscam tal status.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Analisando tais desenhos percebe-se suas diferentes proposições no que concerne seus períodos. Não há de se surpreender tais características na sociedade contemporânea. A juventude amputada em uma análise mais refinada reproduz aquilo que lhe foi ensinado: competição desenfreada e desprezo ao próximo. Retrato dos nossos programas infantis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;   &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4227722639610321207#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Monstrinhos que são aprisionados e utilizados como ferramentas de combate contra seus iguais.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-4822315512338255497?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/4822315512338255497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/08/aos-amigos-da-decada-de-80-e-inicio-da.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4822315512338255497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4822315512338255497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/08/aos-amigos-da-decada-de-80-e-inicio-da.html' title='Aos amigos da década de 80 e início da 90'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-4144255329600154706</id><published>2009-06-23T22:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T19:13:32.892-07:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" dragover="true" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mais um dia. O celular desperta às 6:00 e altero pra 6:15. Acordo sonolento e só. Como sempre. Sou feliz assim... Eu acho. Confiro se as músicas velhas foram baixadas corretamente durante a madrugada e vou para meu banho. Dentes, colônia, roupa, mochila e espelho... Observo se tenho algum pêlo no rosto. Sim! Tenho vários, mas não vou tirá-los. Vinte e dois anos e não tenho uma barba decente no rosto. Meu medo é a velhice se emputecer com as minhas reclamações e resolver tomar meu rosto. De qualquer jeito percebo que estou com mau humor... Novidade. Vou para o ponto de ônibus. Duas emergentes idosas se aproximam. Merda! “Bom dia, senhora...” , “Cheguei no ponto agora, não sei... ”. Chegou o ônibus! Graças a Deus! Ou melhor... Não! Tem gente saindo pelo ladrão! Alunos gritando e brincando de brigar dentro do ônibus. Por favor, ônibus, chegue na frente do colégio deles rápido. Ufa! Demorou... Agora falta pouco até as barcas. Coloco o MP3 no ouvido. É a minha única chance no dia de fugir do século XXI. Entro em êxtase agora... Os prédios antigos do Rio de Janeiro com as melodias da década de 30, 40... Tenho pena desses contemporâneos. Correm e obstruem a passagem dos outros. Ineptos! Acanhados! Vós sois os verdadeiros culpados por minha sociofobia! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Que esse caminho até a barca seja eterno. Mas não é! Coloco o bilhete. Vejo rostos conhecidos e finjo que não os conheço. Torço para que não venham falar comigo! Não quero sorrir agora. Corro para um canto da estação. Aqui não me verão. E assim vou pela baía. Olhos fechados e retorno ao que deveria ter sido meu passado. Estou na década de 50 agora... Escutando a Rádio Nacional: Marlene, Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Francisco Alves... Ahhh... Que pena que o tempo acabou. Pelo menos estou revigorado em parte pra enfrentar toda essa gente chata, egoísta e triste. Seja bem vindo ao século XXI!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;" dragover="true" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-4144255329600154706?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/4144255329600154706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/06/saudade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4144255329600154706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/4144255329600154706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/06/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-193717730376204347</id><published>2009-04-13T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T21:03:54.131-07:00</updated><title type='text'>Ordem de choque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span dragover="true"  style="font-size:100%;"&gt;Olhei pro espelho constrangido naquele momento. Os olhos daquele agora adulto me fitavam e exigiam uma resposta. Minha réplica fugia... Justo naquele momento ela se omitiu. Parecia confusa ou quem sabe desesperançosa. Procurei me dispersar. Busquei a fuga em coisas menos sérias. Mas a dor em meu peito não deixava. Ela latejava com raiva e sem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0WRmFdfUAs4/R7yoTFcqPtI/AAAAAAAAAaA/vleNaz3wEzU/s400/miguel%2Brio%2Bbranco%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 289px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0WRmFdfUAs4/R7yoTFcqPtI/AAAAAAAAAaA/vleNaz3wEzU/s400/miguel%2Brio%2Bbranco%2B1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true"  style="font-size:100%;"&gt;pedir licença. Parecia se divertir da minha tristeza... Procurei buscar na mente o que tinha levado àquilo. E de repente me achei na Glória em uma pensão barata. Almoço por cinco reais num lugar quente e freqüentado por moscas, mas era o que podia pagar naquele momento, além de um chamariz: as pessoas. Composta em sua maioria por setores populares eles davam o tom para um lindo quadro, enquanto meu olhar dava os devidos retoques naquele ambiente putrefat&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true"  style="font-size:100%;"&gt;o, porém terno. Fiz o meu pedido ao garçom obeso que mastigava um palito e trajava uma camiseta de candidato político. Sentei-me ao lado de um gari. A mesa era composta apenas por trabalhadores. Formais e informais.  Todos devoravam seus pratos com avidez, enquanto assistiam o noticiário esportivo na TV. O gari utilizava uma colher e a segurava de um jeito desajeitado, enquanto os outros dispensavam o uso da faca. Dividíamos a pimenta e não nos comunicávamos verbalmente apenas apontando os molhos da mesa acompanhado de um pedido com reticências. Um ventilador barulhento refrescava o ambiente. Após terminar a refeição fui agraciado por um café. Bebi vagarosamente e saí... Caminhava pela Rua da Glória a passos lentos, enquanto observava as pessoas e casas comerciais. Bares e moradores de rua... Uma sintonia urbana que, infelizmente, me acostumei. Meu caminho é interrompido com aquilo que me  dei&lt;/span&gt;&lt;span dragover="true"  style="font-size:100%;"&gt;xaria consternado pelo resto dos dias. Uma mulher aos prantos ao ver seu filho sendo levado. Já a havia visto algumas vezes pela Glória vendendo doces com sua criança nos braços. Andava descalça, era negra, cabelo sujo e roupa encardida.  Aparentava ter entre trinta e cinco e quarenta anos, enquanto seu filho beirava os quatro anos.  Sempre sorridente, apesar das adversidades, era comum vê-la utilizando bordões com o intuito de vender o seu produto. Naquele sorriso que lhe era comum agora só restava o choro. Ela e outros moradores estavam sendo expulsos de um cortiço abandonado que tinham ocupado. Uma viatura policial e um caminhão da Comlurb se encarregavam de fazer o trabalho burocrático prático, enquanto alguns populares curiosos acompanhavam. O chamado “choque de ordem” era aplicado com o aval da insensibilidade totalmente transposta nas gargalhadas dos policiais. Eu vítima da História e passivo a ela assistia a tudo. Os móveis da senhora eram jogados na carcaça do caminhão. Ela não se atinha a isso, apenas esbravejava e socava inutilmente aqueles que levaram o seu filho. As lágrimas dela em sincronia com as minhas desciam sem piedade. Senti falta de ar por uns instantes. Questionei o meu papel de figurante naquela cena indigna. Desde daquele dia passei a sentir vergonha de mim. Minhas noites de sono passaram a ser raras. As canções mais tristes. O tempo mais lento. Tenho vergonha do espelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-193717730376204347?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/193717730376204347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/04/ordem-de-choque.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/193717730376204347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/193717730376204347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/04/ordem-de-choque.html' title='Ordem de choque'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0WRmFdfUAs4/R7yoTFcqPtI/AAAAAAAAAaA/vleNaz3wEzU/s72-c/miguel%2Brio%2Bbranco%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-7853521617546807722</id><published>2009-02-11T21:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-21T08:15:07.506-08:00</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROFES%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Numa dessas tardes de verão lá estava eu a retornar para a minha casa depois de um dia cansativo. Incomodado pelo calor eu caminhava a passos largos driblando pessoas e xingando semáforos, enquanto vigiava a hora no meu velho celular. Carros buzinavam, camelôs gritavam e meu desespero aumentava. O temor de perder o bonde e o sol forte me castigando é um entrave no decorrer do caminho. A rua da Assembléia parece interminável. Tenho raiva das pessoas. Depois sentirei vergonha disso. Senhoras que insistem em caminhar&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SZO2g2FDTeI/AAAAAAAAAEw/_jXxxGCreI4/s1600-h/cidade-grande.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 135px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SZO2g2FDTeI/AAAAAAAAAEw/_jXxxGCreI4/s200/cidade-grande.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301781861733977570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; vagarosamente bloqueando a passagem. Entregadores de folhetos com propagandas de empréstimo bancário. Homens engravatados que observam a nádega de uma transeunte. Mendigos pedindo dinheiro. Tudo me irrita. Seres humanos viraram meus inimigos. É preciso chegar a tempo, mas os detalhes não deixam. O semáforo não colabora. É uma rotina bem diferente de Valença. Minha cabeça dói. O sinal abre. Não tenho tempo pra pensar futilidades. Tenho que andar cada vez mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Largo da Carioca... Preciso fazer dois minutos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não tenho tempo pra “licença”. As pessoas me atrapalham. Estou estressado depois de uma madrugada sem dormir fazendo um trabalho e é preciso estudar pra uma prova no dia seguinte. Enquanto o sol me queima sem dó eu consigo fazer os dois minutos. Agora é outro caminho. Tenho que chegar na Estação dos Bondes em três minutos, senão só daqui a meia hora. Não posso esperar tanto tempo. Estou com fome e sede! Minha camisa está totalmente molhada. O suor desliza pelo meu rosto. Machuca os meus olhos. Ultrapasso o sinal. Quase perco a vida, mas preciso chegar a tempo. Falta um minuto. Preciso correr. Ahh... Consegui. O bonde está lá! Posso ver a fila. Espero que não esteja cheio. Não quero ir em pé. Estou cansado. Enquanto conto as moedas analiso as pessoas. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://estacaosantateresa.files.wordpress.com/2007/09/bondinho1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 218px; height: 165px;" src="http://estacaosantateresa.files.wordpress.com/2007/09/bondinho1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns gringos a turismo e outros já moradores que se identificaram com o Brasil. Estudantes de colégio público e alguns pivetes que farão manobras enquanto o bonde anda para regojizo dos turistas. A fila anda rápido para o meu deleite. Consigo me sentar. Coloco a cabeça sobre o banco e dou um cochilo de dois minutos, enquanto aguardo. Tenho a noção exata de que horas vou chegar em casa. Tudo é cronometrado. Não há muitas surpresas. Já fiquei amigo da rotina. Finalmente o bonde sai. O vento vem até mim e me acaricia com cuidado. Relaxo. É nesse momento que percebo uma germânica encostar seu braço ao meu. Isso me é estranho. Encostar-se a desconhecidos é estranho. Provavelmente ela irá se locomover para tirar fotos quando passarmos nos Arcos. Eu aguardo e ela não desencosta. Eu que até minutos atrás odiava pessoas estou ali sendo encostado por uma estrangeira. Esqueço meus últimos vinte minutos e me dou ao luxo de refletir. Esses estrangeiros tão individualistas que se orgulham de seu capitalismo avançado e suas competitividades estão aqui se encostando a mim. Quem diria! Eu me mexo desconfortavelmente, mas ela insiste. É nessa hora que paro um instante para admirá-la. Sua pele branca se torna vermelha devido ao calor tropical. Usa boné e óculos escuros. Veste uma blusa leve de algodão e short jeans. Usa sandália. Seu cheiro é de protetor solar. Ela é casada. Vejo pela aliança. Por um momento paro alguns segundos para observar seu rosto. Ela percebe e também me olha dando um sorriso. Sim. Um sorriso! Não de flerte ou zombaria. Um sorriso de cumplicidade. Humanidade! Um sorriso afetuoso. Parecia que estava me agradecendo a oportunidade de deixar que a tocasse. Por um momento eu pensei na sua vida. Na falta do toque no lugar que vivia. Na falta de amor entre os humanos. O distanciamento entre as pessoas. A valorização da matéria. A eterna preocupação em lavar o carro ou se portar decentemente diante de etiquetas. Diante de seu sorriso eu apenas a cumprimentei com a cabeça, pois sabia que ambos haviam se salvado naquele momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-7853521617546807722?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/7853521617546807722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/02/rotina.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/7853521617546807722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/7853521617546807722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/02/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SZO2g2FDTeI/AAAAAAAAAEw/_jXxxGCreI4/s72-c/cidade-grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4227722639610321207.post-8304008871741533526</id><published>2009-01-29T22:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T23:16:22.626-08:00</updated><title type='text'>Meus quatorze anos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Meu irmão fez quatorze anos a quatro meses atrás. Para os que já passaram dessa idade sabe o quanto ela é importante, pois representa o momento de transição infância/adolescência. Logicamente sem desprezar o tempo de maturação segundo a individualidade de cada um, mas é mais ou menos nessa idade. Pra mim, pelo menos, foi crucial! Eu, um jovem interiorano sem grandes aspirações, estudante de um colégio público ansioso pelo primeiro beijo ou na esperança de uma macarronada no cardápio do dia, enquanto caminhava a passos lentos para o futuro. Seguia minha rotina sem jamais procurar compreender o que estava a minha volta, mas ciente de que havia algo errado. Via discrepâncias na sociedade e atitudes estranhas no dia-a-dia. Na minha ida colégio/casa e casa/colégio a pé – cerca de 30 a 40 minutos – passei a observar determinadas atitudes que em forma crescente passaram a me incomodar. Seres humanos sendo tratados de forma diferentes. Passei a me questionar o porquê de tal atitude, mas, eu era apenas um jovem de quatorze anos. Branco, com uma família em ascensão a classe média baixa, deveria não questionar, mas sim me centrar a um objetivo que me deixasse rico. Assim me diziam na escola. “Vocês estão aqui para se tornarem alguém” bradavam os professores em alto e bom som. Segundo essa lógica, jamais seria alguém. Sempre fui um péssimo aluno, com inúmeras notas vermelhas e várias suspensões tendo passado por todos os colégios públicos do Centro de Valença. A escola para mim era uma obrigação imposta pela família para que “eu me tornasse alguém”. Logicamente que meus familiares estavam corretos diante de tal perspectiva, pois o diploma final me daria a oportunidade de angariar novas horizontes. Mesmo com todos esses conselhos não conseguia me adequar e aceitar tal ambiente. Escola sempre foi uma tortura.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 575px; CURSOR: hand; HEIGHT: 426px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1193784961_fot_sala_de_aula_ca1968.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No início apanhava quase todos os dias dos outros alunos pelo fato de ser branco, sendo suprimida tal atitude após perceberem que cor não denomina classe, pois suas buscas por “dinheiro para salgado” ou “merenda” eram em vão. Não possuía tal luxo. Usufruía, assim como eles, do almoço dado pelo Estado. Aqueles que se tornaram meus amigos eram em sua maioria moradores de fazendas com o pai se submetendo a um latifundiário ou residiam em bairros estigmatizados pela elite. Eles iam de chinelo, roupa encardida e com o cheiro desagradável. Era um dos poucos privilégios que eu tinha. Possuir um tênis, mesmo que razoável, e sempre ir com a roupa limpa. Exigência da minha mãe. Esses amigos que antes me sacrificavam agora caminhavam lado a lado comigo, contando suas histórias e sonhos. A cada dia me surpreendia com seus desabafos e eu via que minha vida era de um milionário diante da deles. Enquanto eu repetia o prato no refeitório por uma fome momentânea, a maioria deles era a única refeição do dia. Eles não tinham televisão. Alguns nunca colocaram um sapato. Relatavam brigas domésticas dos pais, enquanto outros largavam o colégio diante das exigências da família para que trabalhassem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296980173374048514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SYKnZzA_SQI/AAAAAAAAAEI/HE2UF66jQHM/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No meu longo caminhar para casa me deparava com estudantes de colégios particulares e seus tênis e roupas caras, enquanto seus pais iam buscá-los de carro na porta do colégio. Perguntava-me como podia aquilo. Passei a questionar meus pais, vizinhos, professores e sempre ouvia resposta parecida. “Deus quis assim”. Não era possível! Seria Deus um Diabo pra permitir tamanho sofrimento para alguns e conforto para outros. Meus dias se tornaram um tormento. Eu, ali, inerte, com apenas quatorze anos, angustiado, com uma realidade que iria se tornando aguda dia após dia. Devia ter uma saída, mas não a encontrava. Até que numa manhã de junho enquanto folheava o livro didático de História numa das chatíssimas aulas de Matemática encontrei algo interessante. Vi a figura de um homem estranho e assustador. Seu olhar era centrado.&lt;a href="http://www.sbmuseart.org/siqueiros/img/trotsky.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 326px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px" alt="" src="http://www.sbmuseart.org/siqueiros/img/trotsky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Passei a ler o capítulo a título de curiosidade para saber o que diabos uma figura tão tenebrosa teria tamanha importância a ponto de conseguir uma foto em um livro de História. Foi, ali, naquele momento que minha vida mudou desde então. O capítulo contava a história de uma maioria oprimida, que, subverteu uma ordem imposta durante séculos. O capítulo? Revolução Russa, com Leon Trotsky sendo o ser estranho. Dali em diante o interesse por tal assunto e a busca por algo que aliviasse minha consciência levou-me a buscar na biblioteca da cidade algo sobre aqueles heróis: o POVO! Desde então, aquele menino do interior percebeu uma coisa. Que somente quando os oprimidos se enxergarem como classe e lutarem por si e para si é que haverá uma sociedade justa e igualitária. Sim, é possível. E assim, com quatorze anos virei comunista! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227722639610321207-8304008871741533526?l=desabafodeuminteriorano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/feeds/8304008871741533526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/01/meus-quatorze-anos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8304008871741533526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4227722639610321207/posts/default/8304008871741533526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desabafodeuminteriorano.blogspot.com/2009/01/meus-quatorze-anos.html' title='Meus quatorze anos'/><author><name>Felipe Duque (Valença)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06979783934420106156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SNpOIJX3aLI/AAAAAAAAACs/PjtAQXUXOYQ/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cXSN18sIvqg/SYKnZzA_SQI/AAAAAAAAAEI/HE2UF66jQHM/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
